O que buscamos?
Costumo pensar no professor como um “buscador”, está sempre à procura de possíveis respostas para questões que se impõem à sua prática cotidiana e que lhe propiciem um salto qualitativo do trabalho realizado.
Pessoalmente interesso-me muito por propostas voltadas para a autonomia do educando: Como atender à diversidade humana existente em uma sala de aula, fazendo com que cada um assuma gradativamente seu próprio processo de aprendizagem? Acredito ser possível ir ao encontro das diferentes necessidades e potencialidades de aprendizagens existentes em determinado grupo escolar, oferecendo a possibilidade de ações diferenciadas que propiciem certo prazer, que sejam desafiadoras, envolventes e ricas em termos de experiência, que criem uma atmosfera mais democrática, com ênfase na aprendizagem entre pares, estimulando a cooperação e não o individualismo.
Tais elementos, que visam oferecer condições de verdadeira aprendizagem, onde os educandos vão se transformando em sujeitos da construção e reconstrução do saber, me parecem essenciais e naturais para o processo ensino-aprendizagem, mas no entanto nem sempre se revelam simples e facilmente alcançáveis sob as condições institucionais, materiais e temporais de aula.
Estou em busca de propostas promissoras para o desenvolvimento de um trabalho na direção dos anseios supra citados. Espero poder relatar aqui o fruto desta caminhada.